Concerto Abraãmico na visã dispensacional

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Concerto Abraãmico na visã dispensacional
  - 5 -   R  ESUMO :  Este artigo trata com a questão da natureza do Concerto Abraâmico. É ele condicional ou incondicional como defen-dido pela hermenêutica dispensacionalista? O autor argumenta que esse concerto nunca se pretendeu ser puramente judaico. Ele também incluiu diretivas divinas às quais a comunidade abraâmica deveria responder em fé e obediência. Por sua rebelião e re- jeição de Cristo, Israel anulou as intenções imediatas de Deus. Contudo, os propósitos divinos são soberanos. Por meio de Cristo, a Semente de Abraão por excelência, todas as provisões foram tomadas para um mais amplo cumprimento das eternas provisões do Concerto Abraâmico. A BSTRACT :  This article deals with the question of the nature of the Abrahamic Co-venant: Is it conditional or unconditional, as defended by the dispensationalist hermeneu-tics? The author contends that this Covenant was never intended to be purely Jewish. It included also divine directives to which the abrahamic community was expected to respond in faith and obedience. By the unfaithfulness of Israel and her rejection of Christ, literal Israel forfeited God´s immedia-te intentions. However, God’s purposes are sure and sovereign. Through Christ, the Seed of Abraham  par excellence , all provisions have been taken for the fuller fulllment of the everlasting Covenant with Abraham. I NTRODUÇÃO Desde a publicação do inuente Theology of the Old Testament  , de Walther Eichrodt, com sua ênfase na centralidade do tema do concerto no Antigo Testamento 1 , e a tentativa de G. Mendenhall 2 em estabelecer paralelos entre os antigos tratados hititas e a noção  bíblica do concerto, uma enorme quantidade de literatura abordando este tema tem sido  publicada. É desnecessário dizer que as teorias de Eichrodt e Mendenhall são desa- adas e defendidas com igual fervor em anos recentes. O resultado desta ênfase e disputas, entretanto, elevaram a idéia do concerto a ocupar um lugar de importância vital nos estudos atuais do Antigo Testamento.Contudo, independente do relativamente recente interesse de alguns setores da teolo-gia no tema do concerto no Antigo Testamen-to, ou da concentração habitual no Concerto Sinaítico 3 , evangélicos conservadores têm tradicionalmente enfatizado a importância do Concerto Abraâmico para correta com- preensão da mensagem bíblica. John Murray, representante da tradição Calvinista, observa que “é este concerto com Abraão, explici-tamente estabelecido em Gênesis 15, 17, [que] enfatiza a totalidade do subseqüente desenvolvimento da promessa redentiva de Deus, [em] palavra e ação”. 4 Provavelmente a maioria dos segmentos do mundo evangélico atual não teria di -culdade em aplaudir essa percepção. John F. Walvoord, representante da hermenêutica dispensacionalista, também reconhece que o Concerto Abraamico é uma das revela-ções mais importantes e determinativas das Escrituras. Segundo Walvoord, “o Concerto Abraâmico fornece a chave para todo Antigo Testamento. [...] A análise de suas provisões e o caráter de seu cumprimento estabelecem A NATUREZA   DO  C ONCERTO  A BRAÂMICO : UMA   ANÁLISE   DA   INTERPRETAÇÃO   DISPENSACIONALISTA A MIN  A. R  ODOR  , T H .D. P rofessor de teologia sistemática e diretor do SALT, Unasp, Campus Engenheiro Coelho  - 6 -o formato para todo o corpo da verdade  bíblica”. 5 Sem dúvida, é precisamente em termos das promessas dadas a Abraão, que Deus na  plenitude dos tempos, enviaria Seu Filho,  para que todos, sem distinção, recebessem a adoção de lhos. A redentiva graça de Deus, no alcance mais amplo de sua rea-lização, é o desdobramento da promessa dada a Abraão, e, portanto, o desdobramen-to do Concerto Abraâmico. Assim, Paul R. House adequadamente sumariza a questão quando arma a respeito de Genesis 11:10- 25:18: “Dito de forma simples, então, seria dicil exagerar a importância desta seção na literatura bíblica, e, portanto, na teologia  bíblica.” 6 C ONFIGURANDO   O   PROBLEMA Dentro da transcendente importância do Concerto Abraâmico emerge o debate quanto a questão de sua natureza : Paul N. Benware coloca o indicador sobre o ele-mento crucial da questão. “Provavelmente o mais importante aspecto relacionado com o Concerto Abraâmico tem que ver com sua natureza. É ele condicional (bilateral) ou um concerto incondicional (unilateral)? Como a questão é respondida determina a estrutura dos estudos proféticos que é adotada.” 7  Evidentemente, decisões inter- pretativas quando aplicadas à natureza do concerto com o patriarca determinarão a  perspectiva teológica assumida.A não condicionalidade  do Concerto Abraâmico é particularmente defendida  pela hermenêutica dispensacionalista, hoje inltrada em praticamente todos os ramos do protestantismo, 8 a qual, como postula-do básico de sua teologia, cria uma aguda dicotomia e descontinuidade entre Israel e a Igreja. Para C. Ryrie, tal distinção (entre Israel e a Igreja) é considerada a “primeira essência” 9 do dispensacionalismo e, de fato,  podemos considerá-la o fundamento do sistema, sem a qual o dispensacionalismo deixaria de existir. 10 Dispensacionalistas crêm que o programa de Deus para Israel está temporariamente in hold  , durante a  presente era da Igreja , e será retomado  por ocasião do arrebatamento da Igreja. Então, todas as promessas do Concerto Abraâmico se cumprirão literalmente com a descedência sica do patriarca, vista como os beneciários exclusivos   do concerto .Segundo o dispensacionalismo, permi-tir que as bênçãos do Concerto Abraâmi-co 11 , prometidas à descendência étnica do  patriarca, tenham cumprimento espiritual na Igreja, ou vice-versa (que as bênçãos espirituais de promessas feitas à Igreja, se cumpram no Israel físico), seria o pri-meiro passo para fundir aquilo que deve  permanecer separado (i.e., Israel e Igreja). Da mesma forma, segundo os intérpretes dispensacionalistas, tornar as bênçãos do Concerto Abraâmico dependentes da deli -dade ou obediência de Israel, seria também o passo inicial para se argumentar que tais  bênçãos se cumpririam espiritualmente com a Igreja. Assim, armando a incondi -cionalidade do concerto com Abraão, o dis- pensacionalismo busca garantir distintos o futuro de Israel do futuro da Igreja em duas escatologias absolutamente separadas.Reivindicando utilizar como princípio hermenêutico o literalismo consistente  em seu estudo das Escrituras, o dispensa-cionalismo defende o cumprimento literal das promessas bíblicas, às quais “nenhuma condição foi acrescentada”, e enfatiza que as bênçãos prometidas à semente de  Abraão são físicas,  em lugar de espirituais e soteriológicas. Essa ênfase insiste ainda que todo  Israel étnico desfrutará estas  bênçãos físicas e, uma vez que elas ainda não se cumpriram, terão cumprimento em algum tempo no futuro. O dispensaciona-lismo crê que essa compreensão não é nada mais e nada menos do que o resultado de sua estrita aderência a uma hermenêutica literalista, a qual descarta qualquer in-terferência do princípio hermenêutico da analogia da fé . O resultado direto desta leitura do Antigo Testamento em geral, e do Concerto Abraâmico, em particular, é a tendência dispensacionalista de identicar o estado moderno de Israel com o Israel do Antigo Testamento. A teoria da incondicionalidade do Con-certo Abraâmico, portanto, envolve três questões fundamentais: Primeiro, promete o concerto que Israel permaneceria como  - 7 -nação, e como depositários das bênçãos divinas para o mundo? Segundo, promete o concerto com Abraão permanente posse da terra prometida à sua descendencia ét-nica, ao atual Israel Sionista? Terceiro, é o cumprimento das promessas do concerto exclusivamente dependente na delidade de Yahweh, sem qualquer relação com a obediência e delidade humanas? Estas são as questões fundamentais, objetos do  propósito deste estudo. 12 O PANO   DE   FUNDO   PARA   A   NOÇÃO   DO   CONCERTO Embora o conceito de berîth , como  princípio fundamental da religião de Is-rael, tenha alcançado um lugar seguro na discussão teológica do Antigo Testamento, como Eichrodt 13 observa, considerando-se a própria irregularidade da distribuição de ocorrência do termo, reservas são conti-nuamente expressas quanto ao seu signi- ca srcinal. À luz das opiniões correntes acerca da idéia do concerto, com volumosa  bibliograa, relacionada em livros, artigos e ensaios, tratando com este tema, o que, como já mencionado, indica a forte ênfase que é colocada em sua importância e sig- nicado, um estudo de qualquer aspecto do tema, deve iniciar com, pelo menos, uma breve consideração do termo berîth,   sua denição, uso nas Escrituras e tipos de concertos, antes que possamos adequada-mente interpretar a idéia comunicada por ele, nas referências individuais encontradas na narrativa bíblica relacionada à aliança Abraâmica. 14 A ETIMOLOGIA   DE   BERÎTH A força etimologica do termo hebraico berîth 15 não é inteiramente certa. 16 A pala- vra ocorre pelos menos 280 vezes no An -tigo Testamento, traduzida freqüentemente como “concerto/aliança”. Noutros casos, a palavra é traduzida também por “liga” (Js 9:9; 2Sm 3:12 etc); “confederação” (Ob 7; Gn 14:23). O termo é usado em uma variedade de signicados, parecendo envolver não apenas o sentido de aliança, mas também, de compromisso, ordenança e lei. As opiniões, como poderia se esperar, divergem quanto à questão do signicado  primário do termo. Estudos etimológicos  buscando encontrar a raiz por traz de berîth , não alcançaram resultados conclusivos 17 .  De acordo com M. Weinfeld 18 , as deriva- ções sugeridas podem ser classicadas em quatro possibilidades fundamentais 19 . Para Mendehall, alternativa que envolve a idéia de “vínculo” e “responsabilidade” do con-certo, é a posição geralmente aceita.Deve-se observar que, embora diferen-tes intérpretes cheguem a variadas conclu- sões quanto ao signicado etimológico da  palavra 20 , certo consenso parece indicar que, quer os parceiros fossem iguais ou não, era por meio do concerto que eles, juntos, formavam um relacionamento íntimo. Eles estavam tão intimamente unidos que as  partes eram freqüentemente mencionadas em termos de parentesco. Pedersen mantém a mesma posição e fala de uma comunhão de alma e vontade dos dois, que resulta em um propósito comum, amizades comuns, inimigos comuns, conança mútua e leal -dade, com exclusão de discórdias. Em tudo isto, diz ele, a vontade da parte mais forte era a força dominante. 21 Esta harmonia resultante é freqüentemente descrita pela  palavra  shalom , a qual enfatiza a inteireza, harmonia e unidade das partes. Esta ênfase no caráter bilateral e recíproco de berîth é geralmente aceita por diversos estudiosos da questão.Em conclusão, quanto a etimologia de berîth , embora o signicado srcinal do termo seja obscuro e tem sido objeto de considerável discussão, é  geralmente aceito que a palavra veio a signicar um compromisso mútuo de responsabilidade entre duas partes . Para sumariar as posi-ções sugeridas acima, talvez, a seguinte de- nição poderia ser oferecida: um concerto é um acordo entre duas partes, o qual os une, com interesses e responsabilidades   comuns . Contudo, uma vez que existe uma grande variedade de usos do termo, uma única e curta denição não poderia cobrir todos os casos. Somos deixados com a impressão de que os estudos etimológicos isolados do termo berîth e do seu signica -do srcinal, não favorecem, além da dúvida razoável, quer a condicionalidade ou a  - 8 -incondicionalidade dos concertos bíblicos. Assim, o estudo dos casos especícos de concertos no Antigo Testamento pode ser um campo mais produtivo na compreensão do conceito. T IPOS   DE   CONCERTO   NO  A NTIGO  T ESTAMENTO   Como geralmente observado, encontra-mos dois tipos de concertos mencionados no Antigo Testamento: concertos entre ho-mens e aqueles entre Deus e o homem. De acordo com a maioria dos comentaristas,  pode-se assumir que as idéias associadas com a última classe, os concertos divinos são secundários, e transferidos dos concer-tos entre homens. C ONCERTOS   ENTRE   OS   HOMENS  A palavra berîth  é usada no Antigo Tes-tamento para descrever contratos de vários tipos entre os homens. Menção é feita de concerto entre Abraão e Abimeleque (Gn 21:27); Isaque e Abimeleque (Gn 26:28); Jacó e Labão (Gn 31:44); Israel e os gibe-onitas (Js 9:6); e a amigável aliança entre Jônatas e Davi (1Sm 18:3); o trato entre Acabe e Ben-Hadade (2Rs 20:34); a liga entre Jeoiada e os governantes para fazer Joás rei (2Rs 11:4); para descrever o pacto entre Davi e os anciãos (1Cr 11:3).Combinando as declarações feitas em diferentes situações, os seguintes parecem ser os principais elementos nos concer- tos entre homens: (1) uma armação dos termos aceitos (Gn 26:29; 31:50, 52); (2) um juramento para cada uma das partes  para cumprirem os termos, tendo Deus por testemunha (Gn 26:31; 31:48-43); (3) uma maldição invocada por cada uma das partes, sobre si mesma, no caso de violação do que foi concordado. Em certo sentido isto pode ser considerado uma parte do concerto, acrescentando ênfase a ele (Gn 26:28, 29). A raticação formal do concerto por algum solene ato externo, embora presente nas narrativas do Antigo Testamento, não é certo que tais atos formais sejam expressamente mencionados (Gn 31:54).John Murray 22 enfatiza que nos con-certos entre os homens, a idéia do acordo é central. Contudo, isto não implica que tal idéia seja central ou essencial em concertos que Deus estabelece com homens, porque, obviamente, a paridade existindo entre homens não pode ser obtida na relação entre Deus e o homem. Assim, o pacto mútuo é a essência do concerto, quando está em pauta relacionamento meramente humano 23 , tal idéia, contudo, ca excluída quando se focaliza um relacionamento divino/humano. C ONCERTO   ENTRE  D EUS   E   HOMENS O concerto, nesse caso, não pode ser um acordo entre partes contratuais que es-tejam em nível de igualdade. Deus, a parte superior, sempre toma a iniciativa. De certa forma, contudo, variando em diferentes situações, tal concerto é um acordo mútuo. Deus, em declarações de mandamento, faz certas promessas e o homem concorda em guardar tais mandamentos e, neste aspecto, as promessas estão condicionadas à obedi-ência humana. Assim, em geral, o concerto de Deus com o homem é uma ordenança di-vina, com sinais ou juramentos da parte de Deus e com promessas de obediência assu-mida pelo lado humano, e com penalidades  por desobediência, quando tal ordenança é aceita. Murray argumenta, contudo, que o elemento evidente no concerto entre Deus e o homem não é um contrato:Em sentido estrito, [o concerto] não é um acordo. Embora as pessoas entrando em concerto, concordem em fazer certas coisas, o pensamento preciso não é o mesmo de pessoas concordando sobre algo entre si, nem um acordo mútuo entre  pessoas e o Senhor. Devemos distinguir entre termos do acordo de compromisso. O que encontramos nestas instâncias é solene compromisso de fé, ou delidade por parte do povo em consideração. Eles se unem em compromisso para serem éis ao Senhor de acordo com Sua vontade revelada. O concerto é uma promessa de solene devo-ção a Deus, um promisso, sem reservas e incondicional com o Seu Serviço. 24 H. N. Ridderbos partilha da mesma idéia. De acordo com ele o uso consistente  - 9 -de diatheke , como a tradução regular na LXX para o concerto com Deus ( berîth ), em lugar da aparentemente mais disponí-vel  sintheke , é uma evidência disto. Ele argumenta que nisto já encontramos uma demonstração de que o concerto com Deus não envolve primariamente um caráter contratual entre duas partes, mas uma con-cessão unilateral   que evoca uma resposta. Porque o concerto não procede do homem, mas de Deus, isto se torna uma prevenção contra a tendência de tornar uma obriga-ção religiosa em uma obrigação legal. 25 Tal idéia pode ser melhor entendida pelo fato de que o conceito e a terminologia do concerto é usado para descrever o re-lacionamento matrimonial, o que sugere que o concerto não é primariamente um contrato, mas um relacionamento de amor e comunhão entre as partes, embora isto não elimine à idéia da obrigação e da ne-cessidade de lealdade. N ATUREZA   DOS   CONCERTOS   BÍBLICOS Curiosamente, dispensacionalistas e teólogos liberais 26 em geral, por razões obviamente completamente diferentes, insistem que, quanto à sua natureza, o Concerto Abraâmico é unilateral, portanto incondicional. Enquanto os primeiros, como veremos mais adiante, chegam a essa conclusão pela rota da hermenêutica, os últimos, pela adoção do método crítico e de sua compreensão naturalista das Es-crituras. 27 De acordo com Mendenhall 28 , por exemplo, a natureza do concerto de Deus com Israel é paralela com as formulações contratuais do Antigo Oriente Médio. Ele defende que dois tipos de concertos entre os hititas têm sua contrapartida nos concertos entre Deus e Israel. O  tratado concertual  , que constitui uma obrigação do vassalo para com o seu mestre – o su-zerano – está em paralelo com o Concerto Sinaítico e o tratado de concessão , o qual é um dom incondicional do suzerano para o seu vassalo, está em contrapartida com o Concerto Abraâmico. Como enfatizado  por Weinfeld, “o concerto com Abraão   [modelado segundo as formulações de tratados no antigo Oriente] ... pertence ao tipo concessão e não ao tipo do vassalo”. 29 Posição oposta, contudo, é assumida por M. G. Kline. Segundo este, “a transação registrada em Genesis 17, pode ser identi- cada como um concerto do tipo vassalo, uma administração do senhorio do doador do concerto, unindo o seu servo a ele em serviço consagrado, sob a sanção dual, de  bênção e maldição” 30 . Evidentemente, a reconstrução do de-senvolvimento do pensamento teológico de Israel por eruditos liberais, baseada nas possíveis similaridades com material extra-bíblico, como sugerido acima, é go- vernada por uma ótica especíca quanto à revelação bíblica e o adotado método crítico das Escrituras. Para os propósitos deste estudo é suciente observar que o conceito do concerto entre Deus e Israel é exclusivo em todas as nações do Oriente  Médio 31 , e não encontramos no mundo an-tigo nenhum paralelo convincente. Assim, o argumento mais persuasivo quanto a exclusividade dos concertos bíblicos reside num fato incontestável: as nações vizinhas de Israel não tinham concertos com seus deuses  e isto por si só desacredita todas as  possíveis similaridades encontradas entre tratados humanos. 32 Contudo, sem qualquer conexão re-levante com os tipos pagãos de tratados, não podemos deixar de distinguir dois tipos principais de concertos bíblicos entre Deus e o homem. De um lado, o concerto incondicional, representado pelo Concerto com Noé 33 , baseado exclusivamente na fidelidade divina e na irrevogabilidade da promessa de Deus. Por outro lado, en-contramos o tipo de concerto condicional, representado pelos concertos Sinaítico e, como veremos, Abraâmico, em que a de - lidade ou indelidade humana, obediência ou rebelião, desempenham um decisivo  papel religioso e histórico. Em ambos os concertos, condicional e incondicional, a estrutural geral é a mesma, em que as duas partes do acordo não estão em nível de igualdade: um é innitamente superior ao outro. Como D. N. Freedman observa, esta constante característica do relaciona-mento entre Deus e o homem dá um caráter especial aos concertos da Bíblia, embora os
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